sábado, 16 de julio de 2011

Micro - Aula 4 - Intervenção Governamental no Mercado

INTERVENÇÃO GOVERNAMENTAL NO MERCADO

Formação de preços (Máximos e Mínimos)
Taxa de Câmbio e Taxa de Juros (Política Fiscal e Monetária)
Complemento da iniciativa privada (Investimento em infra-estrutura básica - energia, estradas, etc.)
Fornecimento de serviços públicos (iluminação, água, saneamento, etc)
Fornecimento de bens públicos (educação, justiça, segurança)
Compra de bens e serviços do setor privado
Programa de Subsídios


POLÍTICA DE PREÇOS MÁXIMOS E DE PREÇOS MÍNIMOS PARA DETERMINADOS PRODUTOS

Obs: fixar não é tabelar. Os ofertantes têm a liberdade de transacionarem seus produtos a quaisquer níveis de preços, desde que o preço praticado não ultrapasse o teto estabelecido pelo governo.


FIXAÇÃO DE PREÇOS MÍNIMOS ..... em construção.....

Micro - Aula 3 - Teoria Elementar do Funcionamento do Mercado

Teoria Elementar do Funcionamento do Mercado


Para entender de forma simplificada como o mercado funciona, iremos dividir a sociedade em duas classes:
Consumidores
Produtores
O estudo do comportamento dos consumidores é denominado de TEORIA DA DEMANDA.
O estudo do comportamento dos produtores é denominado de TEORIA DA OFERTA.
 
 
TEORIA DA DEMANDA
 
DEMANDA: Quantidade de um determinado bem ou serviço que o consumidor deseja adquirir em certo período de tempo.
A demanda ou procura por um bem ou serviço depende de vários fatores (objetivos e subjetivos), dentre os quais podemos destacar:
fatores climáticos e sazonais; propaganda; expectativas sobre o futuro; facilidades de crédito (disponibilidade, taxa de juros, prazos); do preço do bem; da renda do consumidor (e sua distribuição); dos preços dos outros bens; das preferências dos consumidores, com base nos seus hábitos e gostos.
 
 
Apesar de considerarmos que a demanda ou procura por um bem depende de inúmeros fatores, iremos tratar a função demanda como dependente das seguintes variáveis:
Do preço do bem (Px);
Do preço dos outros bens (Pi), sendo i = 1, 2,  n-1;
Da renda do consumidor (R);
Das preferências do consumidor (G).
Estes fatores são considerados os mais relevantes e gerais, pois costumam ser observados na maioria dos mercados de bens e serviços.
 
 A DEMANDA POR UM BEM E SEU PREÇO
 
Normalmente quando o preço de um bem sobe, a quantidade demandada cai, isto é, tem-se uma relação inversa entre preço e quantidade demandada.
Isto ocorre, porque quando o preço de um bem sobe:
Este fica mais caro em relação a seus concorrentes;
Diminui o poder de compra real do consumidor.
Essa relação inversa (entre preço de quantidade demandada) é chamada de lei geral da demanda.
 
 
A curva que mostra a relação (inversa) entre a quantidade demandada de uma mercadoria e o seu preço, é denominada curva de demanda (ou curva de procura), tudo o mais permanecendo constante (a renda, o preço dos outros bens e as preferências do consumidor).
A curva de demanda dá o conjunto de todas as combinações possíveis entre preços e quantidades demandadas do bem, conforme diagrama a seguir:
 
Observe que à medida que o preço aumenta, o consumidor diminui a quantidade demandada do bem.
Cabe ressaltar ainda, que mudanças no preço do bem x provocam deslocamentos ao longo da curva de demanda, o que caracteriza a ocorrência de uma variação na quantidade demandada do bem x.
 
A DEMANDA POR UM BEM E O PREÇO DOS OUTROS BENS
 
 
Neste caso não se tem uma relação geral, já que o aumento do preço do bem y pode aumentar ou diminuir a demanda do bem x. A reação depende do tipo de relação existente entre os dois bens.
Esta relação dá origem a dois novos conceitos: bens substitutos e bens complementares.
 
 
BENS SUBSTITUTOS: São aqueles que guardam uma relação de substituição, de maneira que ou se consome um ou outro.
Por exemplo:
manteiga e margarina;
locação de um DVD e entrada ao cinema;
guaraná Antarctica e guaraná Brahma;
Então, quando dois bens são substitutos um aumento no preço de um, provoca elevação na quantidade demandada do outro.
 
 
Considerando manteiga e margarina dois bens substitutos, um aumento do preço da manteiga, eleva a demanda por margarina, já que o consumidor pode substituir o bem relativamente mais caro por outro mais barato.
Neste caso, tem-se um deslocamento da curva de demanda, e não ao longo dela, pois variou o preço da manteiga e não o da margarina.
O deslocamento da curva ocorre, pelo fato da variável que provocou o aumento na demanda por margarina, ser implícita (o contrário do preço da margarina, que aparece explicitamente no gráfico da curva de demanda).
 
BENS COMPLEMENTARES: existem ainda aqueles que, em geral, são consumidos conjuntamente. Por exemplo:
gasolina e óleo para motores;
pneu e câmara;
automóveis e gasolina
Então, quando dois bens são complementares, um aumento no preço de um, provoca queda na quantidade demandada do outro. Sendo x e y dois bens complementares, um aumento do preço do bem y, diminui a demanda pelo bem x, tendo em vista, que os bens são consumidos simultaneamente.
 
 
De maneira similar a anterior, tem-se um deslocamento da curva de demanda, e não ao longo dela, pois variou o preço do bem y e não do bem x. E a queda na quantidade demandada do bem x foi decorrida do aumento do preço do bem y, pelo fato deles serem bens complementares.
Considere feijão e arroz como bens complementares, deste modo um aumento no preço do arroz, provocará queda na demanda por feijão, deslocando a curva de demanda por feijão para baixo.
 
A DEMANDA POR UM BEM E A RENDA DO CONSUMIDOR
 
 
Quando a renda do consumidor varia, o mesmo não irá alterar a demanda por todos os bens que consome.
Suponha que a renda do consumidor tenha um amento. Sendo assim, pode-se notar que ao aumentar seu poder aquisitivo, o consumidor poderá aumentar a demanda por alguns bens, manter constante a demanda por outros e até diminuir a procura por determinado bem.
 
 
A DEMANDA POR UM BEM E AS PREFERÊNCIAS DO CONSUMIDOR
 
 
As preferências do consumidor podem ser modificadas em razão de vários fatores: clima, propaganda, campanhas promocionais, fatores culturais e religiosos, preços etc.
Modificações nas preferências podem elevar ou diminuir a demanda por um bem. Ou seja, a relação entre as preferências e a demanda pode ser inversa ou direta.
 
 
TEORIA DA OFERTA
 
Conforme vimos na teoria da demanda, a relação entre preço e quantidade demandada é inversa. Isto ocorre porque o preço para o consumidor significa o custo de adquirir o bem ou serviço.
Agora analisaremos o mercado sob a ótica do produtor. Neste caso, veremos a TEORIA DA OFERTA.
 
 
Desta forma, enquanto o preço possui uma relação inversa com a quantidade demandada, sua relação com a quantidade ofertada é direta (crescente). Isto significa que aumentos de preços estimulam a oferta do bem e, por outro lado, quedas no preço desestimulam a oferta do bem.
Como o preço para o produtor (vendedor) é uma receita, aumentos de preço (tudo o mais constante) elevarão seu faturamento e vice-versa.
 
A curva que exibe a relação direta entre preço e quantidade ofertada é denominada de CURVA DE OFERTA e possui o formato ao lado.
Veja que diferentemente da curva de demanda, quanto maior o preço, maior será a quantidade ofertada e quanto menor for este, menor será também a quantidade ofertada.
Do mesmo jeito da demanda, modificações no preço provocam deslocamentos ao longo da curva de oferta. Por outro lado, se a oferta for alterada por qualquer outro fator que não seja alteração no preço do bem, a própria curva se deslocará.
 
A OFERTA DE UM BEM E O PREÇO DOS FATORES DE PRODUÇÃO
 
 
Enquanto o preço do bem representa uma receita para quem o produz (vende), o preço dos fatores de produção representa o custo de produzi-lo.
Por exemplo: o preço do pão para quem o produz (vende) representa uma receita, por outro lado, o preço da farinha de trigo e do salário do padeiro, representam custo para quem produz (vende) o pão.
 
Desta forma, aumentos no preço dos fatores de produção, tudo o mais constante, provocam queda na oferta do bem (tendo em vista que o custo de produção se elevará).
Por outro lado, se o preço dos fatores de produção sofre diminuição, tudo o mais constante, levará a um aumento na oferta do bem (já que o custo de produção cairá).
 Neste caso, como o fator que está afetando a oferta é alterações no preço dos fatores de produção (e não no preço do bem), a curva de oferta se deslocará, para cima ou para baixo.
 
 
EQUILÍBRIO DE MERCADO
 
 
O preço em uma economia de mercado perfeitamente competitiva é determinado tanto pela oferta quanto pela procura. Colocando em um único gráfico as curvas de oferta e de procura de um bem ou serviço qualquer, o ponto de intersecção das curvas é o ponto de equilíbrio.
O ponto E é o único ponto de equilíbrio existente, pois, é neste ponto que a quantidade que os consumidores desejam comprar é exatamente igual à quantidade que os produtores desejam vender (só neste ponto existe coincidência de desejos).
 
 
TENDÊNCIA AO NÍVEL DE EQUILÍBRIO: LEI DA OFERTA E PROCURA
 
 
Desequilíbrios ocorrem:
Quando há excesso de oferta, ou seja, os produtores desejam ofertar uma quantidade maior que a quantidade desejada pelos consumidores.
Quando há excesso de demanda, ou seja, os consumidores desejarem consumir uma quantidade maior que aquela ofertada pelos produtores (conhecida como escassez).
Vejamos agora como tais desequilíbrios são corrigidos.
 
 
EXCESSO DE OFERTA
 
Preços acima do preço de equilíbrio (P0) geram excesso de oferta, isto é, para qualquer preço acima de P0 os produtores desejarão vender uma quantidade maior do que a que os consumidores desejarão comprar (Qo > Qd).
Desse modo, como está se trabalhando numa economia concorrencial, o excesso de oferta será sanado da seguinte forma: os vendedores acumularão estoques não planejados e terão que diminuir seus preços, concorrendo pelos escassos consumidores.
Então o preço vai caindo até chegar no ponto E, onde o equilíbrio é restabelecido.
 
 
EXCESSO DE DEMANDA
 
 
Por outro lado,  preços abaixo de P0 geram excesso de demanda, isto é, para qualquer preço abaixo de P0 os consumidores desejarão comprar uma quantidade maior do que a que os produtores desejarão vender (Qd > Qo).
Desse modo, como está se supondo que a economia é perfeitamente competitiva, o excesso de demanda será sanado da seguinte forma: os consumidores que desejarem realmente comprar, estarão dispostos a pagar mais pelos produtos escassos.
Então o preço vai aumentando até chegar no ponto E, onde o equilíbrio é restabelecido.
 
CONCLUSÃO:
 
Numa economia concorrencial (com muitos pequenos produtores e compradores) desequilíbrios de mercado serão corrigidos via preços, de modo que estes sempre se alterarão para restabelecer o equilíbrio de mercado.
Mas, se a economia for oligopolizada (pequeno grupo de grandes produtores dominarem o mercado), desequilíbrios de mercado não serão necessariamente corrigidos via preços, mas também por meio do ajuste das quantidades. Por exemplo: em caso de excesso de oferta, suspende-se a produção ao invés de baixar o preço (indústria automobilística).
 
 
MUDANÇAS NO PONTO DE EQUILÍBRIO:
 
Para entendermos este tópico é necessário que tenhamos entendido tudo que foi visto anteriormente, já que agora juntaremos tudo que vimos até o momento.
Todas as vezes que algumas daquelas variáveis que afetam a demanda (preço dos outros bens, preferências, renda) ou a oferta (preço dos fatores de produção) se alterarem, o ponto de equilíbrio se deslocará.
Veremos agora um exemplo, primeiro supondo uma mudança na demanda e depois supondo uma mudança na oferta.
 
 
Mudança no ponto equilíbrio da economia devido a um deslocamento na demanda
 
 
Considerando um bem normal, um aumento na renda do consumidor provoca ampliação na sua demanda. Sendo assim, a curva de demanda se desloca para cima.
Ao nível de preços P0, os consumidores desejarão consumir Q1, mas os produtores desejarão ofertar apenas Q0. Para resolver este problema o nível de preços terá que aumentar, o que estimulará os produtores a ofertarem mais.
À medida que o nível de preços vai aumentando, os produtores desejarão vender mais e os consumidores desejarão consumir menos (já que o aumento dos preços faz seu poder aquisitivo cair).
Este processo se prolonga até o novo ponto de equilíbrio E2, no qual ocorre novamente coincidência de interesses das duas partes.
 
Mudança no ponto de equilíbrio da economia devido a um deslocamento da oferta
 
Uma queda no preço nos fatores de produção, ao tornar o custo de produção menor, estimula o seu aumento, desse modo, a curva de oferta se desloca para baixo.
Nessa situação os produtores desejarão ofertar Q1, mas os consumidores, ao nível de preços P0, só desejam consumir Q0.
Para equalizar a situação, o preço vai caindo até a economia encontrar um novo ponto de equilíbrio (E2), isto é, onde ocorre novamente coincidência de interesses das duas partes.

Micro - Aula 2 – Sistemas Econômicos

SISTEMAS ECONÔMICOS
Forma de organização econômica em resposta aos problemas econômicos fundamentais.

Principais formas de organização econômica:
Economia de Mercado (descentralizada);
Economia Planificada (centralizada);
Economia Mista.


ECONOMIA DE MERCADO (Descentralizada):

Base da filosofia do liberalismo econômico; Advoga a soberania do mercado, sem a intervenção do Estado. A política econômica deve preocupar-se apenas em manter a estabilidade monetária, e deixar o mercado (setor privado) resolver as questões econômicas fundamentais.

O que e quanto produzir? Decidirão de acordo com os preços dos bens e serviços (maior rentabilidade).
Como produzir? Eficiência produtiva – comparação de preços entre tecnologias e recursos alternativos.
Para quem produzir? Quem tiver renda suficiente para pagar o preço dos bens e serviços.





Imperfeições do Sistema de Economia de Mercado:

- Os preços nem sempre flutuam livremente (força sindical; poder dos monopólios e oligopólios; intervenção do governo – impostos, subsídios etc.).

- O mercado sozinho não promove  perfeita alocação de recursos (externalidades de efeitos colaterais; bens públicos.).

- Desigualdade na distribuição de renda.


ECONOMIA PLANIFICADA (Centralizada):

Características

O papel do poder central (Estado); o funcionamento das empresas; o aumento da burocracia.

A forma de revolver os problemas econômicos fundamentais é decidida por um órgão central de planejamento estatal.

A propriedade dos recursos ( meios de produção - máquinas, edifícios, residências, terra, matéria-prima) é do Estado.

Os meios de sobrevivência (roupas, carro, televisão, etc) pertencem aos indivíduos.

O órgão regulador realiza um inventário dos recursos disponíveis e das necessidades da sociedade; faz seleção das prioridades de produção; respeita em partes a necessidade do mercado, mas está sujeito às prioridades políticas dos governantes.

Os preços no processo produtivo representam apenas recursos contábeis.

Os preços dos bens de consumo são determinados pelo governo (subsidia os bens essenciais; taxa os bens supérfluos).

Parte do lucro vai para o governo; parte é usada para investir na empresa; parte é dividida entre administradores e trabalhadores.


ECONOMIA MISTA:

O setor público colabora com a iniciativa privada com o objetivo de eliminar as distorções alocativas dos recursos e distributivas de renda.

Ações do setor público:
Impostos, subsídios;
Investimento em infra-estrutura (energia, estradas, etc);
Fornecimento de serviços públicos (água, saneamento básico, etc);
Fornecimento de bens públicos (educação, saúde, segurança, etc);
Compra de bens e serviços do setor privado.









ECONOMIA DE MERCADO
ECONOMIA CENTRALIZADA
MEIOS DE PRODUÇÃO
Propriedade privada
Propriedade pública
PROBLEMAS ECONÔMICOS FUNDAEMNTAIS
Resolvidos pelo mercado
Órgão central de planejamento.